O processo de criação do Premio Melhores ONGs

A simples existência de um prêmio mexe com a psicologia de todos nós. Além desse efeito natural, podemos avaliar algumas outras coisas: como criar um prêmio que estimule as ONGs ao invés de afastá-las da participação? Como rebater uma ou outra crítica que afirma que se trata de um ranking, quando na verdade é um conjunto de vencedoras? E finalmente, como mostrar de forma objetiva que participar do prêmio gera resultados concretos?

Isso nos fez pensar que, mais do que um prêmio com poucos vencedores, há um ecossistema que se beneficia do processo todo. Um Oscar não premia somente os ganhadores da estatueta mas põe pra cima todo um setor, estimula uma competição saudável, não entre pessoas ou instituições mas entre o que se é e o que se pretende ser. Uma ONG pode e deve ser estimulada a melhorar continuamente, assim como os diretores ou cenógrafos de um filme.

Em todo o mundo há dados que confirmam que certificações, prêmios e reconhecimentos aumentam significativamente a confiança dos doadores e consequentemente aumenta o volume de doações. No Brasil, como em outros casos, há pouca pesquisa sobre isso. Podemos destacar uma experiência que foi descontinuada mas que em seu curto tempo de vida gerou excelentes resultados. Trata-se do Prêmio Beneficente, de Stephen Kannitz. Ele trouxe dados interessantes sobre a experiência:

  • As 50 instituições de caridade mais bem administradas do ano dobraram a sua renda de donativos nos três anos seguintes.
  • Em média receberam R$ 2.000.000,00 de donativos adicionais no triênio seguinte.
  • A maioria do dinheiro adicional veio de pessoas que nunca haviam doado antes.

Parabenizamos as 100 melhores ONGs de 2017, do conjunto de mais de 1500 inscrições. Um número que superou e muito nossas expectativas para este primeiro ano. Esperamos que não só estas primeiras 100, mas o maior número possivel de ONGs, entre as mais de 300 mil existentes neste país, possam através deste projeto em parceria com a Revista Época, estabelecer padrões para a melhoria contínua. Aumentam sua legitimidade e reputação e aumentam os recursos de doadores para elas.

Processos administrativos, contábeis, financeiros, de comunicação, são verificáveis . Recomenda-se que sejam públicos e transparentes, já que os recursos são provenientes de doações e patrocínios  e se espera o melhor uso desse dinheiro. Metodologias, pedagogias e procedimentos de cada ONG com seus públicos não podem nem devem ser comparáveis nem muito menos ranqueados. Mas a gestão e a transparência dos recursos, sim. Foi isso que medimos e é assim que queremos seguir: premiando ONGs cujos dados são mensuráveis e objetivos.

Professores e alunos da FGV garantiram um processo de seleção muito qualificado. Revista Época garantindo ampla exposição através de 400 mil exemplares e outras centenas de milhares de visualizações na web. Trabalhar em parceria é dar o nosso melhor. Doar-se, portanto.

Melhores ONGs é simbolicamente uma festa cheia de ONGs onde sentimos vontade de doar pra elas. Nada mais dentro do espírito do Instituto Doar!



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